Nasceu na Guiné-Bissau e chegou a Portugal ainda criança. Tem uma voz doce, um sorriso tímido e uma enorme coragem para falar sobre a sua história. Hoje reconhece as dificuldades que viveu como uma violação profunda dos direitos humanos, mas recusa olhar para a sua história apenas a partir da revolta, reconhecendo que muitas das pessoas envolvidas cresceram dentro de contextos culturais e sociais onde essas práticas eram apresentadas como normais. Durante muitos anos acreditou que aquilo que tinha vivido era normal; só mais tarde começou verdadeiramente a compreender o impacto físico e emocional que essa experiência teve na sua vida.

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“Não sou uma vítima. Sou uma sobrevivente.”
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