No Encontro Nacional de Escolas Ubuntu 2025, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, ouvimos dezenas de vozes diferentes — alunos, educadores, coordenadores e líderes Ubuntu — unidos por uma experiência comum: a transformação vivida numa Semana Ubuntu. Matilde Neto, líder Ubuntu, explicou que naquela semana aprendeu algo que raramente se aprende na escola: não aprendemos coisas para sermos no futuro, aprendemos como ser no presente. Elsa Valério, educadora e líder Ubuntu, descreveu a experiência como um verdadeiro despertar humano, recordando um gesto simples: todos os dias abraçava uma aluna chamada Maggie, que inicialmente reagia com desconfiança, e no último dia foi Maggie quem tomou a iniciativa de a abraçar. Beatriz Gonçalves, líder Ubuntu, contou que entrou na Semana Ubuntu a pensar apenas em si própria, mas percebeu que não precisamos de conhecer alguém para lhe dar a mão, só precisamos de empatia. Para Cláudia Duarte, hoje coordenadora da Academia de Líderes Ubuntu nas escolas, a transformação aconteceu num momento particularmente difícil da sua vida. Paulo Portugal, educador, admite que inicialmente pensou que Ubuntu não era nada a sua praia, mas hoje começa os dias perguntando aos alunos como está o seu coração. Outros testemunhos, de Nesse Jordão, Cláudio Soares, Ana Crisa Fernandes, Marina Lopes e Iris Santos, falaram sobretudo de descoberta interior e de como o Ubuntu se cristaliza de forma diferente em cada pessoa.

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Testemunhos Ubuntu no Encontro Nacional de Escolas Ubuntu
“Não precisamos de conhecer alguém para lhe dar a mão. Só precisamos de empatia.”
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